terça-feira, 24 de março de 2009

Escapando pelos dedos

Os ponteiros marcam 12 horas e 53 minutos, o Sol não brilha. Longe da cama, meu corpo desgastado reclama silenciosamente, repuxando músculos aos quais eu não reconhecia existência. As palavras imersas nos livros abertos deveriam fazer sentido, mas a incoerência e os devaneios prevaleceram, me afastando por completo do mundo físico.
Havia alguns sorrisos dos quais eu não conseguia me lembrar com clareza, e isso me aborreceu. Incômodo silêncio. Aqueles determinados jeitos peculiares de andar, falar, comer, olhar, abraçar... Fugiam-me. Meus sentimentos não têm memória.
Biologia não fazia sentido, a lembrança da textura da sua pele me acalentava. Fechei os olhos, deixando os irrevogáveis paradoxos me dominarem. Introspecção oposta à saudade de corações humanos, DO coração humano.
Repentinamente, eu tinha cabelo branco. O café e os papeis diplomáticos a minha frente não tornavam o clima mais ameno, estava frio. Minhas pinturas tinham se perdido com o tempo. Não vi o Sol, não vi a grama, não vi o orvalho na manhã de domingo, não vi os olhos expressivos que me olhavam. Suddenly, I was fifty and alone.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Tentativa Culinária

Afirmação dezessete ridículo você de repente
Meu perguntei etnemlanif que tinham pois
Continuou copas querido própria
Terrível precisa Ródanon duas eles

Motivos
Revela
Oloria
Preocupava
Esfinge junto ensinar-lhes pensei
Anões pois enigma
Sem bem sob disse meus.

domingo, 8 de março de 2009

luzAzul

Há o reflexo dos Azuis no lago.

1 azul, 2 azuis, 3 azuis.
O olho do observador.
Ele observa.

10 azuis, 100 azuis, 1000, 1332 azuis.
Gira, gira, passa, passa.
Não define.

Cai o ponto no lago de cima.

Desce o azul, os azuis, ziguilhões.
Cada azul
Complexo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Pedaço

A janela aberta me chama. Caminho até ela, sentindo dores musculares inconvenientes. O Sol não está forte, permitindo-me porver através do buraco quadrado de minha parede.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Inspelho

As estrelas têm poderes mágicos e inimagináveis, e tudo que as cercam. As relações entre elas e entre o infindável infinito impossivelmente figurado. Sábios dizem: uma coisa é espelho da outra. Pessoas e universo, ligados por uma corrente grossa e inquebrável. In. Interno.
Quando subjetivo se opõe à objetivo, passado se opõe a futuro, berço se opõe a destino, sentimentos se opõe a metas, complicações surgem num rápido movimento de olhos. Palavras ajudam, mas são sempre poucas, nunca dão total liberdade aos anseios de um coração que toma direções distintas.
Tudo isso gera uma força enorme que não se sabe ao certo de onde vem, e uma determinação incrível. Capacidade de peitar transformações, por mais fatais que estas sejam, e situações inconvenientes e absurdas.

And love... love makes a smile be easier to break free then it could possibly be.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

ANAGSO

As normas atuais geram soluções oftalmológicas.
A nova apresentadora gosta sim, Osvaldo.
A neurologia acidental gera só ósculos.
Arnaldo nunca aspirava gotas sudoríparas originais.
Assim não acontecem giratórias super ovais.
Arrisco não amar Gustavo só ontem.
As náuseas acarretam gotas sebosas ovarianas.
Arisco no assado gostoso soluciona objeções.
Assim não aceito, gaganhão seqsy oi.
Até netos analisam geriatricamente senhor Odemar.
Antes Norival amanhecia gritando socorro ostras.
Arrasado, Nildo amarrou gazelas sobre ornitorrincos.
Arnaldo notava antas gordas sentindo orgasmos.
Alimentar narinas acalmava Gertrudes Silva Oliveira.
Avestruz nostálgica ansiava gritando sobre ovos.
Alces nunca amaldiçoam gordas sem olhar.
Açougueiro neurótico arma gangue sádica ofegante.
Amoras no altar gritam superficialmente orações.
Astronautas não aceitam giletes sobrevoando oceanos.
Artistas nunca acrescentam gordura sem opiniões.
Avistamos nádegas adiante gritando sem ofender.
Antigos navegadores amavam gim sem oliva.
Abacaxis naturalmente amarelos garantem sedução objetiva.
Antecedentes notam arranjos geralmente suspeitos onipotentes.
Artigos notificam amores, gozeis sem olhar.
Aborígines nus andavam grunhindo semivivos ontem.
Alcoólatras nativistas andróginos gargalharam sem osmose.
Admitir nadadeiras alavancadas gera sonolência ótica.
Águias narcóticas atrapalham gaivotas sedentas obliquamente.