quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Pedaço
A janela aberta me chama. Caminho até ela, sentindo dores musculares inconvenientes. O Sol não está forte, permitindo-me porver através do buraco quadrado de minha parede.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Inspelho
As estrelas têm poderes mágicos e inimagináveis, e tudo que as cercam. As relações entre elas e entre o infindável infinito impossivelmente figurado. Sábios dizem: uma coisa é espelho da outra. Pessoas e universo, ligados por uma corrente grossa e inquebrável. In. Interno.
Quando subjetivo se opõe à objetivo, passado se opõe a futuro, berço se opõe a destino, sentimentos se opõe a metas, complicações surgem num rápido movimento de olhos. Palavras ajudam, mas são sempre poucas, nunca dão total liberdade aos anseios de um coração que toma direções distintas.
Tudo isso gera uma força enorme que não se sabe ao certo de onde vem, e uma determinação incrível. Capacidade de peitar transformações, por mais fatais que estas sejam, e situações inconvenientes e absurdas.
And love... love makes a smile be easier to break free then it could possibly be.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
ANAGSO
As normas atuais geram soluções oftalmológicas.
A nova apresentadora gosta sim, Osvaldo.
A neurologia acidental gera só ósculos.
Arnaldo nunca aspirava gotas sudoríparas originais.
Assim não acontecem giratórias super ovais.
Arrisco não amar Gustavo só ontem.
As náuseas acarretam gotas sebosas ovarianas.
Arisco no assado gostoso soluciona objeções.
Assim não aceito, gaganhão seqsy oi.
Até netos analisam geriatricamente senhor Odemar.
Antes Norival amanhecia gritando socorro ostras.
Arrasado, Nildo amarrou gazelas sobre ornitorrincos.
Arnaldo notava antas gordas sentindo orgasmos.
Alimentar narinas acalmava Gertrudes Silva Oliveira.
Avestruz nostálgica ansiava gritando sobre ovos.
Alces nunca amaldiçoam gordas sem olhar.
Açougueiro neurótico arma gangue sádica ofegante.
Amoras no altar gritam superficialmente orações.
Astronautas não aceitam giletes sobrevoando oceanos.
Artistas nunca acrescentam gordura sem opiniões.
Avistamos nádegas adiante gritando sem ofender.
Antigos navegadores amavam gim sem oliva.
Abacaxis naturalmente amarelos garantem sedução objetiva.
Antecedentes notam arranjos geralmente suspeitos onipotentes.
Artigos notificam amores, gozeis sem olhar.
Aborígines nus andavam grunhindo semivivos ontem.
Alcoólatras nativistas andróginos gargalharam sem osmose.
Admitir nadadeiras alavancadas gera sonolência ótica.
Águias narcóticas atrapalham gaivotas sedentas obliquamente.
A nova apresentadora gosta sim, Osvaldo.
A neurologia acidental gera só ósculos.
Arnaldo nunca aspirava gotas sudoríparas originais.
Assim não acontecem giratórias super ovais.
Arrisco não amar Gustavo só ontem.
As náuseas acarretam gotas sebosas ovarianas.
Arisco no assado gostoso soluciona objeções.
Assim não aceito, gaganhão seqsy oi.
Até netos analisam geriatricamente senhor Odemar.
Antes Norival amanhecia gritando socorro ostras.
Arrasado, Nildo amarrou gazelas sobre ornitorrincos.
Arnaldo notava antas gordas sentindo orgasmos.
Alimentar narinas acalmava Gertrudes Silva Oliveira.
Avestruz nostálgica ansiava gritando sobre ovos.
Alces nunca amaldiçoam gordas sem olhar.
Açougueiro neurótico arma gangue sádica ofegante.
Amoras no altar gritam superficialmente orações.
Astronautas não aceitam giletes sobrevoando oceanos.
Artistas nunca acrescentam gordura sem opiniões.
Avistamos nádegas adiante gritando sem ofender.
Antigos navegadores amavam gim sem oliva.
Abacaxis naturalmente amarelos garantem sedução objetiva.
Antecedentes notam arranjos geralmente suspeitos onipotentes.
Artigos notificam amores, gozeis sem olhar.
Aborígines nus andavam grunhindo semivivos ontem.
Alcoólatras nativistas andróginos gargalharam sem osmose.
Admitir nadadeiras alavancadas gera sonolência ótica.
Águias narcóticas atrapalham gaivotas sedentas obliquamente.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Lullaby
Se dependesse de mim, essa história seria somente sobre pessoas. Duas pessoas indefinidas, seres humanos quaisquer transeuntes desse mundo peculiar. Mas, infelizmente, palavras são necessárias, e, dentre elas, pronomes pessoais. Impossível contar alguma coisa concreta sem eu tu ele nós vós eles misturados nos verbos, adjetivos, advérbios e em todas as outras classes gramaticais.
O começo é o mais difícil, especialmente quando não se sabe ao certo onde ele se inicia. Existem algumas coisas que simplesmente acontecem antes de nos darmos conta delas. A adrenalina do desconhecido amedronta, assusta, afasta, faz as decisões próximas cambalearem, hesitarem, as ações são executadas num escuro incerto, sem prever reações.
Daí ela se arriscou. Fez o que todos devem fazer sempre, em todos os momentos. Tudo seria nada se não houvessem riscos. Num ato precipitado (ou não) e corajoso, expôs-se. Expôs certamente uma confusão de sentimentos obscuros que lhe lotavam e lhe confundiam. Não existiu uma reação verdadeira, assim como não existe nada verdadeiro. Mesmo se existisse, ela jamais saberia.
O tempo faz coisas crescerem e encolherem, ou um dos dois, ou ambos. Expectativas idiotas, e não só elas. Conversas, caminhadas, olhares, blá blá blá. Palavras enganam, sons enganam, tudo engana. Não necessariamente de uma maneira proposital, mas acabam se tornando daquele tipo de coisa. Sem culpa, sem raiva, com mágoa.
Afastar pensamentos é fácil quando não se está sozinho nunca, mas sentimentos não podem ser afastados assim. À noite, quando todos dormem, seus olhos costumam lacrimejar. Uma possível decepção e saudade de tempos remotos e de coisas que existiram somente na sua cabeça manifestam-se, e a insônia lhe impede de aventurar-se por seus vacúolos temporais. Não é simples assim.
Segue-se uma mentira e força-se uma verdade, alguma coisa dentro dela mesma dando pontapés leves que vão, mais cedo ou mais tarde, lhe derrubar no chão duro. A teoria do caos prevê resultados diferentes se olhos tivessem sido fixados uns nos outros. Mas não foram, e não há como mudar fatos ocorridos.
Sua amiga é a aceitação.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Eterno
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
t e r n o
e r n o
r n o
n o
o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
e t e r n o
t e r n o
e r n o
r n o
n o
o
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
[Insira aqui]
Lá estava ela, sentada no banco da praça dos amores. Era domingo, e sua cabeça girava. Andava deveras chateada. Tudo que via quando olhava ao redor era uma ambição desvairada que cegava. Provocou transformações enormes e prejudiciais, que desviaram o importante. Supriu o amor e a inocência da pureza de um ser vivo, tendo o humano transformado todos os seus semelhantes em robôs, tirando-os do seu estado de admiração pelo todo.
Encarou a pedra à sua frente. Era uma pedra, tinha o nome de pedra, a ela foi dado esse nome pelos seres humanos. Mas... Ainda assim, era algo desconhecido. As pesquisas científicas não comprovavam nada sobre aquela pedra. Não veio da cachoeira que ali existia antes de construírem uma praça. Ninguém sabe de onde ela realmente veio.
Olhou ao redor, percebeu todas as cores que seu organismo lhe permitia enxergar. Será que eram todas as que ali estavam? Seu mundo interior podia enganá-la. As capacidades físicas e psicológicas do ser humano eram limitadas. Sentiu-se, então, insegura e surpresa, simultaneamente. Estava sentada no desconhecido, cercada pelo desconhecido, por mágica, por amor, pelo impossível. Pelo tudo, pelo nada, pelo nunca, pelo sempre, pelo finito e pelo infinito, se é que todos esses conceitos existem. Pensou em fadas, em duendes, em monstros, em seres de outros planetas, de qualquer lugar, em objetos e criaturas indefinidas. Criou imagens dentro de sua mente, e percebeu que eram reais, porque ela as havia imaginado. Coisas com vida, coisas sem vida, coisas com ambos, coisas que, de repente, nem coisas eram mais.
Decidiu, naquele instante, que deveria questionar e deixar de questionar. Sua mente não é capaz de tirar conclusões. Deixaria de duvidar do que seus sonhos, suas fantasias, suas alucinações lhe dizem que existe. Deixaria de acreditar que seus sentidos limitados e humanos lhe proporcionavam tudo. Havia mais. Faltaram-lhe palavras.
Ao mesmo tempo, admirava-se com a hombridade e simplicidade da complexidade. O Sol estava ali, grande e brilhante, e era lindo. E todas aquelas coisas que ela sentia, que a lotavam, que a dominavam, se manifestavam atrás dela. Aquelas coisas bonitas, todas elas, as ditas más, as ditas boas, eram inexplicáveis. O nomeado amor, sentimento que rege a vida, o mundo, o universo e o interior de cada uma daquelas criaturas, resumia todas sensações em uma só. Coisas que manipulavam seu consciente, a impediam de ser racional, de agir de acordo com o senso individual ou comum (não se sabe mais), descontrolavam-na. Não reprimiria mais nenhum deles.
Levantou-se do banco, sentiu cada músculo do seu corpo se movimentar, e os raios de sol atingindo sua pele. Sentiu seu suor, seu cheiro, seus olhos piscarem, o gosto da sua boca, o ar que respirava saindo e entrando no seu pulmão. Intensidade.
Tudo que lhe cercava, que estava dentro de si, o psicológico, o criativo, o sentimental. Todas as coisas físicas, cada matéria, cada ser, a individualidade. O mundo e o que estava além dele, e além do que está além do mundo, e além disso também. Sem definições, sem restrições, sem sociedade, sem mediocridades racionais que congelaram os corações do homo sapiens. Tudo era inexplicável, questionável, admirável, mágico, de uma beleza inequiparável.
Tudo era, ali, naquele instante, naquele momento, surreal.
Encarou a pedra à sua frente. Era uma pedra, tinha o nome de pedra, a ela foi dado esse nome pelos seres humanos. Mas... Ainda assim, era algo desconhecido. As pesquisas científicas não comprovavam nada sobre aquela pedra. Não veio da cachoeira que ali existia antes de construírem uma praça. Ninguém sabe de onde ela realmente veio.
Olhou ao redor, percebeu todas as cores que seu organismo lhe permitia enxergar. Será que eram todas as que ali estavam? Seu mundo interior podia enganá-la. As capacidades físicas e psicológicas do ser humano eram limitadas. Sentiu-se, então, insegura e surpresa, simultaneamente. Estava sentada no desconhecido, cercada pelo desconhecido, por mágica, por amor, pelo impossível. Pelo tudo, pelo nada, pelo nunca, pelo sempre, pelo finito e pelo infinito, se é que todos esses conceitos existem. Pensou em fadas, em duendes, em monstros, em seres de outros planetas, de qualquer lugar, em objetos e criaturas indefinidas. Criou imagens dentro de sua mente, e percebeu que eram reais, porque ela as havia imaginado. Coisas com vida, coisas sem vida, coisas com ambos, coisas que, de repente, nem coisas eram mais.
Decidiu, naquele instante, que deveria questionar e deixar de questionar. Sua mente não é capaz de tirar conclusões. Deixaria de duvidar do que seus sonhos, suas fantasias, suas alucinações lhe dizem que existe. Deixaria de acreditar que seus sentidos limitados e humanos lhe proporcionavam tudo. Havia mais. Faltaram-lhe palavras.
Ao mesmo tempo, admirava-se com a hombridade e simplicidade da complexidade. O Sol estava ali, grande e brilhante, e era lindo. E todas aquelas coisas que ela sentia, que a lotavam, que a dominavam, se manifestavam atrás dela. Aquelas coisas bonitas, todas elas, as ditas más, as ditas boas, eram inexplicáveis. O nomeado amor, sentimento que rege a vida, o mundo, o universo e o interior de cada uma daquelas criaturas, resumia todas sensações em uma só. Coisas que manipulavam seu consciente, a impediam de ser racional, de agir de acordo com o senso individual ou comum (não se sabe mais), descontrolavam-na. Não reprimiria mais nenhum deles.
Levantou-se do banco, sentiu cada músculo do seu corpo se movimentar, e os raios de sol atingindo sua pele. Sentiu seu suor, seu cheiro, seus olhos piscarem, o gosto da sua boca, o ar que respirava saindo e entrando no seu pulmão. Intensidade.
Tudo que lhe cercava, que estava dentro de si, o psicológico, o criativo, o sentimental. Todas as coisas físicas, cada matéria, cada ser, a individualidade. O mundo e o que estava além dele, e além do que está além do mundo, e além disso também. Sem definições, sem restrições, sem sociedade, sem mediocridades racionais que congelaram os corações do homo sapiens. Tudo era inexplicável, questionável, admirável, mágico, de uma beleza inequiparável.
Tudo era, ali, naquele instante, naquele momento, surreal.
Assinar:
Comentários (Atom)
