Sexta à noite, aglomerados de quase-humanos conversando empolgados por todos os cantos, uma projeção do som do silêncio era um sonho distante. Às vezes as palavras faltam, e você, numa tentativa de se expor, mostrar, sair da casca... simplesmente não expõe coisa alguma. Lua balsâmica é dia de olhar pro céu e pro inconsciente.
sábado, 23 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Prés e Pós
Eu gostaria de acreditar que, na verdade, emoções são joguinhos mentais pré-programados pra te fazer ter certeza que se arriscou. Sempre me dizem (eu mesma me digo) pra viver momentos, e não planejamentos. Acontece que os pósoupré-momentos acompanhados de luas balsâmicas, martes em áries e casas dozes não são de todo proveitosos, não quando o foco deveria ser, mais do que nunca, mantido. Os astros favorecem e desfavorecem ao mesmo tempo, cabe a mim centrar-me no meu costumeiro auto-controle.
Reconhecer as conexões especiais entre almas que fazem parte da minha vida é uma coisa, senti-las é outras. Solidão é a pior coisa já inventada, especialmente quando meu (grande) lado capricorniano insiste em tentar se convencer que não precisa de ninguém. Precisa. É só.
Situações fictícias somadas a todos esses adventos não ajudam. Levam-me a duvidar da minha própria essência, da qual eu tinha plena convicção há alguns dias. Ou ela é nula ou imperceptível. Se imperceptível, nula.
Eu não sou um rostinho bonito.
Não vejo porque me personificar e enfeitar uma história que, de qualquer modo, vai continuar sendo a mesma, real e indubitavelmente confusa.
Reconhecer as conexões especiais entre almas que fazem parte da minha vida é uma coisa, senti-las é outras. Solidão é a pior coisa já inventada, especialmente quando meu (grande) lado capricorniano insiste em tentar se convencer que não precisa de ninguém. Precisa. É só.
Situações fictícias somadas a todos esses adventos não ajudam. Levam-me a duvidar da minha própria essência, da qual eu tinha plena convicção há alguns dias. Ou ela é nula ou imperceptível. Se imperceptível, nula.
Eu não sou um rostinho bonito.
Não vejo porque me personificar e enfeitar uma história que, de qualquer modo, vai continuar sendo a mesma, real e indubitavelmente confusa.
domingo, 26 de abril de 2009
Pedaço
I know it is here. The essency. I feel it, I feel it for real, I'm just not sure if someone else does. They don't. That gives me a sad certainty.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Única verdade
Tudo começa quando começa. Para algumas pessoas, o começo é o despertar, a saída do mais próximo que jamais chegaremos de nossos vacúolos temporais.
Ludmila (todos os nomes do mundo são bonitos, basta um leve esforço pra vê-los de formas distintas, sem influências maléficas do nosso querido senso popular) abriu com suavidade seus olhos amendoados, forçando algumas remelas a se despregarem com seus cílios desprivilegiados. Alguns miados familiares. O quarto estava mal iluminado, a consciência dos afazeres e dos problemas a resolver lhe inundou, o que não a deixou nem um mínimo sequer atordoada, não a tirou de seu estado sublime. Suspirando, moveu seu corpo lentamente, fez alguns alongamentos recomendados pelo gordinho da Women's Health, levantou sem forçar a coluna vertebral. Pôs os pés no chão frio. Serena, saiu andando com completo equilíbrio e auto-controle, meio cega pela falta de luz, desviando de todos os sapatos espalhados pelo quarto afora, papeis de roteiros embaralhados por todo o cômodo, Nana e Liza, que caminhavam pacificamente com seus focinhos a farejar e rabos a balançar, atrás de algo interessante. Abriu o armário, vestiu qualquer coisa, calçou um dos sapatos largados pelo chão. Daí, o ato de glória;
Satisfeita, expondo para si mesma um singelo sorriso amargo, escancarou a janela do quarto, que ia de parede a parede, e, quase que instantaneamente, lotou o quarto antes escuro da luz pura do dia novo. Miados, uma respiração longa e profunda. Ludmila olhou corajosamente para o dia lá fora. O motor dos carros a rosnar, feio, foi sufocado por um bem-te-vi que cantava bem ali perto. As nuvens, formando complexas formas indecifráveis no céu, embelezaram essa complexidade toda com sua branqueza simples. E o ar pareceu ser a resposta mais óbvia de toda e qualquer pergunta já existente.
Deixou a janela e trotou com confiança até a cozinha, tomou um copo cheio de leite geladíssimo, sem adicionais. Fez um carinho nas gatas, beijou-as, deixou escapar um desnecessário "amo vocês" e lançou uma ultima olhadela para o apartamento.
Com um largo sorriso, saiu de casa com a única certeza que lhe consumia todos os dias. A certeza de ver aquela coisa, e de poder fazer seus chamados amores verem-na também.
Ludmila (todos os nomes do mundo são bonitos, basta um leve esforço pra vê-los de formas distintas, sem influências maléficas do nosso querido senso popular) abriu com suavidade seus olhos amendoados, forçando algumas remelas a se despregarem com seus cílios desprivilegiados. Alguns miados familiares. O quarto estava mal iluminado, a consciência dos afazeres e dos problemas a resolver lhe inundou, o que não a deixou nem um mínimo sequer atordoada, não a tirou de seu estado sublime. Suspirando, moveu seu corpo lentamente, fez alguns alongamentos recomendados pelo gordinho da Women's Health, levantou sem forçar a coluna vertebral. Pôs os pés no chão frio. Serena, saiu andando com completo equilíbrio e auto-controle, meio cega pela falta de luz, desviando de todos os sapatos espalhados pelo quarto afora, papeis de roteiros embaralhados por todo o cômodo, Nana e Liza, que caminhavam pacificamente com seus focinhos a farejar e rabos a balançar, atrás de algo interessante. Abriu o armário, vestiu qualquer coisa, calçou um dos sapatos largados pelo chão. Daí, o ato de glória;
Satisfeita, expondo para si mesma um singelo sorriso amargo, escancarou a janela do quarto, que ia de parede a parede, e, quase que instantaneamente, lotou o quarto antes escuro da luz pura do dia novo. Miados, uma respiração longa e profunda. Ludmila olhou corajosamente para o dia lá fora. O motor dos carros a rosnar, feio, foi sufocado por um bem-te-vi que cantava bem ali perto. As nuvens, formando complexas formas indecifráveis no céu, embelezaram essa complexidade toda com sua branqueza simples. E o ar pareceu ser a resposta mais óbvia de toda e qualquer pergunta já existente.
Deixou a janela e trotou com confiança até a cozinha, tomou um copo cheio de leite geladíssimo, sem adicionais. Fez um carinho nas gatas, beijou-as, deixou escapar um desnecessário "amo vocês" e lançou uma ultima olhadela para o apartamento.
Com um largo sorriso, saiu de casa com a única certeza que lhe consumia todos os dias. A certeza de ver aquela coisa, e de poder fazer seus chamados amores verem-na também.
domingo, 12 de abril de 2009
Pedaço
De repente, as coisas ficaram incertas. Ele ficou ali, ao lado do sinal, à espera de um olhar que lhe mostrasse a direção. Gastou quase todos os seus neurônios mentais e quase todos os seus minutos de todas as suas últimas três, quase quatro semanas. Ignorou todo o movimento dos transeuntes ao seu redor, suas vidas não lhe faziam sentido algum. Resolveu, quase que espontaneamente, sentar-se ali, bem ali na calçada dura e recém cimentada. Não ligou. Abaixou a cabeça e se auto-absorveu de novo. Sua consciência latejava. Sabia o que fazer, mas, ao mesmo tempo, algo dentro de si apontava pro contrário. Segurou a cabeça com as próprias mãos e sentiu alguns chutes alheios de pessoas que passavam por ali e não reparavam na sua existência.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Undeniably
Some people are different. Some of them have awake inside things that others have asleep. I have always, since I was born, had a feeling wild and uncontrollable. An unexplainable feeling, enormous, endless. And always had a will, a wish to put it out. A wish to love, to love all days, all minutes, all the time. I look at things and don't see them with the same eyes. Out of nowhere, it came to me, and now, today, I've realized that the chance is right in front of me. You'll not suffer anymore. The world will be bad to you no longer, I'll make you feel the tree and the sun. You'll not feel mad and angry, I'll make you look at the bird, I'll make you smile for no reason at all, and you'll cry, for sadness no more, but because you find it beautiful and deep. You'll never have to be who you're not anymore, you'll be you, and nobody else. I'm willing. It's for you. My love is going for you. If I don't do it, probably no one will, for the rest of your life. I can not admit that, you can not die without have witnessed it all, it's wonders, it's magic. You're broken when your heart's not open, and I'm going to open it, because I can and because I want to. That makes me happy, and so will you. My love is yours.
Human.
Human.
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